reconversão de depósitos de água

A rede de depósitos de água do Porto desempenha um papel importante no contexto urbano e histórico da cidade; o impacto paisagístico dos depósitos em altura, situados nas cotas altas, ou a envolvente dos restantes, possibilita um interessante diálogo com a malha urbana e os cidadãos.
Assim, a possibilidade de abrir estes espaços à cidade, enquanto áreas de lazer ou cultura, parece uma oportunidade atraente. No entanto, e sob pena de se perderem as referências identitárias, esta reconversão deve respeitar o carácter tectónico destes elementos, cuja construção responde a um propósito inicial claramente técnico.
Estas estruturas apresentam um enorme potencial e existem em si próprias; a atribuição de um programa específico poderia limitar uma desejável flutuação e informalidade na utilização e existência destes espaços.
Estes depósitos são estruturas primárias, que respondem a necessidades tectónicas básicas, com envolventes quase sempre amplas; são, por isso, estruturas flexíveis e em aberto, aptas a receber uma grande diversidade de programas: exposições, workshops, performances, entre outros.
No entanto, a reconversão destes espaços em elementos capazes de suportar uma utilização pública supõe dotar estas estruturas das condições necessárias para acolher com segurança, higiene e conforto, nomeadamente sanitários e facilidades de acesso para cidadãos com mobilidade reduzida.
Assim, com uma considerável economia de meios e reduzindo custos, energias e materiais, é possível dotar estes espaços de características públicas e ensaiar uma utilização experimental e informal por parte da cidade.

participação

co-autora (com j. nuno marques)

contexto

estaminé

tipo

concurso

situação

no papel

local

Porto

data

2008

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